domingo, 18 de setembro de 2011

O poema mais lido na minha carreira



Site literário "O cantinho da poesia"


Pombo com ternura e fome


Por José Manuel Brazão, Ligado 2007-10-25 17:29

Apetecia  neste dia,
um passeio até ao Tejo
e pelo Terreiro do Paço
andei a pé.
Parei no terminal,
observando aquela sala gigante.
Parando junto de mim
um pombo habitante daquela sala,
que debicava, debicava
e nada encontrava!
Chamei por gestos;
junto de mim parou.
Por largo tempo
não me deixou!
E olhando aquele pombo habitante
de penas azuladas
e iris avermelhadas,
cheio de fome e ternura,
deixando as minhas mãos dar-lhe mimos,
sem voar revoltado;
apenas um pombo esfomeado.
Fiquei agradecido
por este novo amigo.
Lembrei-me das crianças
que nas mesmas condições,
ainda têm forças
para nos lançar
olhares de ternura
aguardando que nossos corações,
se lembrem que elas existem.
No meu regresso
e tendo como despedida
olhares de ternura,
ainda me disse:
“Quando voltares a esta sala gigante,
cá estarei e ficarei junto a ti,
para  descansares
e veres que ainda existo;
como pombo e amigo”.
 

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Colocado por Maria do Carmo, Ligado 2009-12-06 12:56,
1. A Ternura é universal
Todos nós temos pena dos pombos que vivem neste Portugal pequenino,e por tal motivo, ainda que proibido,damos sempre migalhas para o seu sustento.Eles são afáveis.E é neste pensamento que devemos olhar os seres humanos que não são pombos - crianças e adultos, que caminham diáriamente, a nosso lado, sem que alguém olhe de frente, e lhe estenda a mão.
Quando viajamos,quando entramos numa pastelaria ou outrem,a nossa vaidade, fala mais alto,e ignoramos, quem nos estenda a mão.E por vezes, apenas um doce sorriso,para quem está só,adoça uma boca faminta de dialogar com alguém.Todos são famintos

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